Rodrigo Kamoi
A SUSEP mandou uma notificação genérica para o mercado sobre classificação errada de coberturas no SRO. Algumas seguradoras tiveram a resposta em cinco minutos. A maioria levou de três a quatro dias — entre chamados no ERP, relatórios da registradora e planilhas de cruzamento.
A diferença? Acesso direto ao próprio dado.
Neste episódio do InsurtalksCast, Rodrigo Kamoi, gerente de arquitetura tecnológica da SUTHUB, coloca o dedo num ponto que muita área de negócio evita: o SRO sofre preconceito por ser regulatório, mas é a base de dados mais unificada e recente que a seguradora tem — emissões com até cinco dias, sinistros com até trinta.
O que chamou atenção na conversa: seguradoras com verticais que operam como empresas separadas não cruzam dados entre produtos. O resultado é que a mesma empresa que sabe que você tem cachorro não usa isso para personalizar o seu seguro viagem. E corretoras informam o próprio endereço como endereço do segurado sem que ninguém perceba.
O conselho do Rodrigo é simples: coloque o time de BI e o time de SRO na mesma sala por 30 minutos. As coincidências — e os custos duplicados — vão aparecer.