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Segbox leva o SegZap à TechVillage no ConsegNNE e mostra seu uso no dia a dia do corretor

Iniciativa da ENS permitiu contato direto com a solução, com foco na aplicação prática no atendimento via WhatsApp, com demonstrações no estande e discussão em painel.
Segbox leva o SegZap à TechVillage no ConsegNNE e mostra seu uso no dia a dia do corretor

A programação do 6º ConsegNNE incorporou, nesta edição, a TechVillage, iniciativa da Escola de Negócios e Seguros (ENS) em parceria com a SOSA, companhia israelense dedicada à inovação aberta, presente em diferentes mercados e experiência no desenvolvimento de soluções para o setor de seguros. O espaço foi concebido com a proposta de aproximar corretores de ferramentas que já operam no mercado e que podem ser integradas ao cotidiano profissional com rapidez. A concepção da iniciativa levou em conta a necessidade de reduzir a distância entre discurso sobre inovação e aplicação concreta no trabalho dos corretores.

Um espaço estruturado a partir de demandas reais e respostas aplicáveis

Essa iniciativa se materializou em um ambiente que reuniu empresas com soluções criadas a partir de desafios recorrentes da distribuição de seguros. A curadoria, conduzida em conjunto com a SOSA, buscou priorizar ferramentas com aderência operacional, custo compatível e impacto mensurável no desempenho comercial. O espaço funcionou, assim, como um ponto de contato direto entre desenvolvedores e corretores, com demonstrações, conversas técnicas e apresentações ao longo do evento.

Segundo a diretora de Ensino da ENS, Maria Helena Monteiro, a proposta foi estruturar um espaço que permitisse ao corretor reconhecer entraves da própria rotina e compreender quais ferramentas poderiam responder a essas demandas. A orientação da Escola concentrou-se em apresentar recursos já disponíveis, com possibilidade de uso imediato no cotidiano profissional.

Demonstração prática abre espaço para experimentação imediata

A presença da Segbox se insere nessa dinâmica, com a apresentação do SegZap em um estande que permitia a demonstração e o uso da ferramenta. Os corretores puderam testar a ferramenta em tempo real, simulando situações do próprio dia a dia. Esse formato aproximou a tecnologia da rotina profissional, ao permitir que cada participante avaliasse, a partir de sua própria operação, como a ferramenta responde a demandas concretas.

O SegZap traz acesso à leitura direta da carteira do corretor

O SegZap é um assistente de IA que opera a partir de uma integração direta com o WhatsApp. O corretor pode fazer upload de suas próprias apólices na plataforma, permitindo que a ferramenta responda a perguntas específicas sobre sua carteira como coberturas, franquias, vigências ou vencimentos. 

A ferramenta também permite consultar informações sobre produtos, condições gerais, regulamentos, serviços e dados estatísticos sem necessidade de acessar múltiplos sistemas ou arquivos dispersos. 

Integração ao WhatsApp concentra atendimento e consulta em um único fluxo

O SegZap funciona inteiramente dentro do ambiente do WhatsApp, sem exigir a abertura de arquivos em PDF, o acesso a portais externos ou a espera por atendimento. A interação ocorre em tempo real, com respostas imediatas às demandas do corretor, o que contribui para dar mais agilidade ao atendimento e às rotinas comerciais.

A utilização da ferramenta não requer a instalação de aplicativos adicionais. O acesso é feito a partir do próprio WhatsApp: basta salvar o número do SegZap na agenda e iniciar a conversa. A operação, portanto, se integra ao canal que já faz parte do cotidiano de comunicação com clientes, mantendo a familiaridade do uso enquanto amplia a capacidade de consulta e resposta.

A solução é complementada por um dashboard de gestão que permite organizar usuários, definir níveis de acesso e acompanhar a utilização da plataforma. Esse ambiente de controle oferece maior visibilidade sobre a operação, ao mesmo tempo em que contribui para padronizar o uso da ferramenta dentro da corretora.

A fricção operacional por trás de uma simples pergunta no WhatsApp

Em sessão mediada por Victor Bistritzki, senior associate da SOSA, o painel “Inovação sem Filtro: Bastidores e Desafios de Empreendedores em Tecnologia para Corretores” contou com a participação de Taylane Thomaz, gerente de Marketing da Segbox, que apresentou um conjunto de reflexões sobre o uso de tecnologia na rotina do corretor e, entre elas, o problema que orientou o desenvolvimento do SegZap.

“A dor que motivou o CEO da Segbox a desenvolver essa solução foi o atrito no WhatsApp.”

Ela descreveu uma situação recorrente: o cliente envia uma dúvida específica e o corretor inicia uma busca fragmentada entre PDFs, e-mails e portais. “Enquanto o corretor está procurando, o cliente está lá, com os ‘dois risquinhos azuis’ esperando. Essa demora gera uma frustração gigante no corretor e no cliente”.

“O problema não é a falta de informação, mas a falta de acesso rápido à informação certa”

Ao detalhar esse processo, Taylane destacou que a questão envolve acesso, não conhecimento. “O problema não é a falta de informação, mas a falta de acesso rápido à informação certa”. A proposta do SegZap parte da ideia de: organizar o acesso para que a resposta ao cliente aconteça no mesmo canal em que a demanda é recebida, sem interrupção do fluxo.

Tecnologia incorporada à rotina, não ao discurso

Questionada por Victor sobre os desafios das brokertechs, Taylane indicou que o principal ponto está na incorporação da tecnologia ao cotidiano. Ela explicou que o interesse inicial por inovação nem sempre se traduz em uso contínuo. O engajamento depende de hábitos e de uma cultura que sustente a adoção. A atuação da Segbox, segundo ela, inclui iniciativas voltadas à formação desse ambiente, como produção de conteúdo e eventos do setor.

Receios e limites no uso da inteligência artificial

Ao abordar as objeções mais comuns, Taylane mencionou a preocupação com substituição do corretor e com segurança de dados. “Nenhuma tecnologia vai tirar o corretor da jogada. A ideia é tirar o peso das costas dele”.

Ela também ressaltou a proteção das informações: “No caso do SegZap os dados são criptografados, então o corretor pode ficar despreocupado”.

A tecnologia organiza o trabalho e o corretor sustenta a relação

Ao responder quais os limites da automação a partir da ideia de tecnologia como “copiloto”, Taylane destacou a parte "chata e burocrática" que a tecnologia deve resolver e explicou o que ela considera que somente o corretor humano consegue entregar.

"A ‘parte chata’ aquela que drena a energia e o tempo de qualquer corretor, é o operacional que não para.  É o trabalho de ‘caçador arquivo’, de ficar conferindo data de vencimento, abrindo sistema só pra ver uma cobertura básica. A ideia do SegZap é limpar esse terreno”.  

Sobre o atendimento, ela foi direta: “Agora o que a tecnologia não entrega e eu acho que nunca vai entregar é a empatia”. 

A partir dessa distinção, a gerente da Segbox fala sobre o limite da atuação tecnológica, mudando o foco do ganho operacional para a dimensão relacional do atendimento.

“A IA não sabe acalmar um segurado que acabou de sofrer um sinistro e está nervoso na beira da estrada. O robô pode agilizar o sinistro, mas não tem o 'feeling' para perceber que aquele cliente não quer só o guincho, ele quer ouvir que vai ficar tudo bem com o patrimônio que ele levou a vida toda para construir.  Acho que tecnologia nenhuma consegue dar o suporte que um corretor entrega".

Uso em mobilidade amplia capacidade de resposta

Ao tratar das especificidades regionais, Taylane destacou a adaptação do SegZap à dinâmica de trabalho fora do escritório. “O SegZap mora onde o brasileiro já está: no WhatsApp”. Ela explicou que o corretor pode responder ao cliente diretamente pelo celular, mesmo em deslocamento. “Você resolve ali, na hora, direto pelo celular”.
Esse formato amplia a capacidade de resposta em regiões onde a mobilidade e acesso à infraestrutura variam.

Feedback dos corretores já orienta os próximos passos

Ainda em fase inicial, o SegZap já recebe demandas que indicam possíveis caminhos de desenvolvimento. Taylane relatou que usuários sugerem integrações, funcionalidades adicionais e ampliação de uso. Segundo ela, essas contribuições tendem a orientar a evolução da ferramenta, aproximando-a, ainda mais, das necessidades reais da operação.

Organização da carteira como ponto de partida

Ao olhar para os próximos meses, Taylane destacou a necessidade de reorganizar a base de clientes. “O corretor precisa parar de tratar a carteira como um ‘arquivo morto’ ou só lembrar dela na hora da renovação”.

Ela citou estudos que indicam que conquistar um novo cliente pode custar de 5 a 25 vezes mais do que reter um cliente existente e reforçou a importância de conhecer o perfil do segurado. “O cliente hoje não aceita mais ser só um número; ele quer que você saiba quem ele é”.

“Essas soluções já estão prontas, mapeia o que mais atrasa a sua operação, o que mais tá desorganizado, escolhe a ferramenta e vai”

Como fechamento, Taylane orientou os corretores a iniciarem o uso de tecnologia a partir de problemas concretos. “Não espere entender de tecnologia para começar a inovar (...) a inovação que realmente muda o jogo é aquela que resolve um problema simples do seu dia a dia”. Ela também destacou que o corretor não deve  ter “medo” da tecnologia achando que precisa ser especialista em IA para se beneficiar dela. “Essas soluções já estão prontas, mapeia o que mais atrasa a sua operação, o que mais tá desorganizado, escolhe a ferramenta e vai”. Ela explica que muitas dessas soluções podem ser testadas gratuitamente e acrescenta: “o SegZap, por exemplo, oferece um teste de 7 dias”.

No fechamento da sua participação, Taylane retoma o eixo que orienta sua apresentação ao situar a tecnologia como um suporte importante na atuação do corretor. “Na Segbox, a gente acredita que o futuro não é só digital, ele é humano e potencializado pela tecnologia”.

Postado em
19/3/2026
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