Marcela Medici discute como plataformas digitais acompanham a rotina do corretor e estruturam a distribuição

A digitalização da distribuição de seguros ganhou centralidade nos debates recentes do setor, especialmente em encontros que reúnem profissionais de diferentes regiões do país. Em entrevista, Marcela Medici, Gerente Executiva de Canal Digital na Fator Seguradora, trata desse assunto a partir da operação: plataformas passam a acompanhar o ritmo de trabalho do corretor, com foco em fluidez, estabilidade e suporte contínuo.
No decorrer da conversa, a executiva detalha como essas ferramentas são estruturadas para cobrir toda a jornada comercial, incorporar gestão e capacitação e atender a exigências regulatórias. Também analisa o papel das plataformas na aproximação com corretores fora dos grandes centros e explica como a integração entre tecnologia, subscrição e área comercial sustenta a adaptação de produtos ao ambiente digital.
Insurtalks: Nos debates do ConsegNNE, a digitalização apareceu bastante associada à expansão da distribuição. A partir da sua experiência, você acha que há características do mercado do Norte e Nordeste que exigem adaptações específicas nas ferramentas digitais voltadas aos Corretores? Se sim, quais?
Marcela Medici: A digitalização é um motor essencial de expansão da distribuição — e no mercado de seguros não é diferente. As soluções digitais precisam garantir agilidade, simplicidade e praticidade, independentemente da região.
Nesse contexto, o papel das Seguradoras é desenvolver ferramentas que se adaptem ao dia a dia do Corretor e apoiem sua atuação de forma consistente.
O fatorconnect, canal digital da Fator Seguradora para Corretoras e Assessorias, foi desenvolvido com esse foco. Em um único ambiente, o Corretor consegue cotar, emitir, gerar relatórios, acessar segunda via de boletos e gerenciar sinistros com agilidade, em uma plataforma leve e intuitiva.
Mais do que disponibilizar a ferramenta, o objetivo é garantir uma experiência funcional, que acompanhe nossos parceiros em suas rotinas e contribua diretamente para sua produtividade, independentemente da sua localização.
Insurtalks: Eventos como o ConsegNNE reúnem diferentes perfis de profissionais do setor. Das conversas e demandas que surgem nesses encontros, que tipo de expectativa os Corretores têm demonstrado em relação aos canais digitais das Seguradoras?
Marcela Medici: Eventos como o ConsegNNE deixam claro que as expectativas em relação aos canais digitais são cada vez mais objetivas e, na prática, bastante convergentes, mesmo entre perfis diferentes de Corretores.
A primeira é fluidez. Há baixa tolerância para plataformas complexas ou com etapas desnecessárias — o Corretor quer resolver suas demandas com rapidez. E, quando a plataforma ainda agrega conteúdos de capacitação e materiais de apoio comercial prontos para uso, o valor percebido é ainda maior.
Outra é a previsibilidade. Não basta a ferramenta funcionar — ela precisa ser estável e confiável, principalmente em momentos críticos como emissão, pagamentos e abertura de sinistros.
E a terceira é suporte efetivo. Mais do que acesso a conteúdo, o Corretor valoriza ter com quem contar, seja para tirar dúvidas, entender melhor um produto ou destravar uma venda.
Foi considerando esses fatores que estruturamos o fatorconnect. E continuaremos evoluindo a nossa plataforma sempre atentos ao que faz sentido para todos os usuários.
Insurtalks: Saindo do ConsegNNE, depois de assistir as palestras, que leitura você faz sobre o papel das plataformas digitais na aproximação entre Seguradoras e Corretores que atuam fora dos considerados “grandes centros” de atuação para as Seguradoras?
Marcela Medici: Saindo do ConsegNNE, a leitura é que as plataformas digitais já vêm se consolidando há bastante tempo como um elemento central na aproximação entre Seguradoras e Corretores em todo o país — e isso ficou ainda mais evidente nas discussões do evento.
Elas atuam como pontes de conexão, ampliando o alcance e fortalecendo parcerias, ao mesmo tempo em que complementam a presença física e tornam o relacionamento mais contínuo.
O que se observa é a consolidação de um modelo cada vez mais “figital”, onde o digital traz escala, acesso e presença no dia a dia, enquanto o físico reforça o relacionamento, a proximidade e a confiança.
Esse equilíbrio é especialmente relevante em um país com a diversidade e o tamanho do Brasil, permitindo que a Seguradora esteja próxima do Corretor, de forma consistente, independentemente de onde ele atue.
Insurtalks: O fatorconnect se posiciona como um canal digital voltado à relação com parceiros comerciais. Quais aspectos da operação do Corretor precisam ser considerados quando se desenvolve uma plataforma desse tipo?
Marcela Medici: Ao desenvolver o fatorconnect, a Fator Seguradora considerou alguns aspectos centrais da operação do Corretor.
O primeiro é a jornada de venda, garantindo que a plataforma suporte todo o ciclo — da cotação à emissão e ao pós-venda — com processos simples e acesso rápido às informações.
O segundo é a gestão da Corretora. Como empreendedor, o Corretor precisa de ferramentas que ofereçam visão da operação, com dashboards, relatórios gerenciais e apoio ao controle financeiro.
Outro ponto relevante, é a capacitação. A plataforma também deve funcionar como um hub de conhecimento, com conteúdos sobre produtos, materiais de apoio e temas atuais do mercado.
E há um aspecto inegociável: segurança e conformidade. A proteção de dados e a aderência às exigências regulatórias, como LGPD, normas da Susep e a nova legislação, precisam estar na base de toda a operação.
A partir desses pilares, a plataforma deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atender às reais necessidades do Corretor.
Insurtalks: Na condução de um canal digital dentro de uma Seguradora tradicional, quais desafios aparecem quando se busca integrar tecnologia, processos internos e a dinâmica comercial dos Corretores?
Marcela Medici: Na condução de um canal digital dentro de uma Seguradora, o ponto central está na integração entre tecnologia, subscrição e a dinâmica comercial dos Corretores.
Do lado tecnológico, há o desafio natural de evoluir sistemas e garantir segurança da informação e conformidade regulatória. Mas o diferencial está na forma como as áreas da Seguradora se conectam para viabilizar o canal.
Aqui, a sinergia entre subscrição e área comercial é um ponto de força. A leitura de mercado trazida pelo time comercial, junto à experiência técnica da subscrição, permite adaptar produtos que tradicionalmente eram operados em mesa para uma lógica mais ágil e adequada ao canal digital.
Isso envolve não só precificação, mas revisão de critérios, simplificação de processos e ajustes nas coberturas, sempre com o cuidado de manter a qualidade técnica e a sustentabilidade dos resultados.
Esse alinhamento garante que o canal digital ofereça produtos competitivos, com boa aceitação e aderentes à realidade do Corretor, sem perder consistência.
É essa capacidade de traduzir a operação tradicional para o ambiente digital, com integração entre áreas, que sustenta a evolução e a escala do canal.
Insurtalks: Observando o uso do fatorconnect ao longo do tempo, que tipos de interações ou funcionalidades têm mostrado maior capacidade de apoiar a rotina dos parceiros comerciais?
Marcela Medici: Ao longo do tempo, o fatorconnect tem mostrado que as funcionalidades mais relevantes são as que impactam diretamente a produção.
A cotação e a emissão on-line são o cerne da operação — é onde o negócio acontece.
Os relatórios gerenciais apoiam a tomada de decisão, trazendo visibilidade sobre o desempenho da Corretora.
A sessão .suaagenciadigital também agrega valor, com materiais que podem ser customizados e facilitam a comunicação com o cliente.
Além disso, a plataforma reúne conteúdos de apoio e capacitação que contribuem para a evolução do Corretor. Na prática, o que mais engaja é o que ajuda o Corretor a produzir melhor e com mais consistência.




%20(3).gif)

%20(1).gif)
.gif)

.gif)




.gif)
.gif)


%20(3).gif)



.gif)




%20(6).gif)
.gif)


.gif)

.gif)
.gif)

.png)














.png)