AXA, Tokio Marine e Allianz abrem o INSUMMIT 26 com data centers, seguro de vida e risco climático
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Infraestrutura digital, longevidade e clima foram os temas que ocuparam a primeira faixa de horário do INSUMMIT 26, nesta quarta-feira (7). Às 9h, Arthur Mitke, vice-presidente de Subscrição e Sinistros da AXA no Brasil, apresentou a solução da companhia para data centers; Rosangela Spak, superintendente comercial Vida da Tokio Marine, tratou do seguro de vida com uso em vida; e Rafael Marani, diretor de Agro da Allianz, falou sobre seguros climáticos.
Data centers como infraestrutura crítica
Em entrevista à jornalista Thaís Ruco, da Insurtalks, Arthur Mitke afirmou que os data centers se tornaram infraestrutura crítica para a economia digital, já que ensino a distância, aplicativos, bancos e serviços públicos dependem deles para funcionar sem interrupção. O executivo citou as condições que favorecem a instalação desses empreendimentos no país, como a matriz energética com 92% de fontes limpas e a oferta de água, e disse que o Brasil concentra 48% dos data centers da América Latina.
A inteligência artificial, segundo ele, elevou a densidade computacional e, com ela, a geração de calor e a demanda por energia. O efeito para a subscrição são novos pontos de falha, entre eles vazamento de fluidos nos sistemas de refrigeração líquida, danos no transporte de equipamentos sensíveis e de alto valor e ataques cibernéticos capazes de causar dano físico. "Quando a escala muda, o risco muda", disse.
A resposta da AXA foi um conjunto de coberturas que acompanha o empreendimento da construção à operação: transporte, com monitoramento dos embarques pela central de gerenciamento de riscos da própria companhia, riscos de engenharia, riscos operacionais, cyber e seguro garantia. Mitke destacou duas inclusões na apólice de riscos operacionais, os danos materiais decorrentes de ciberataque e a cobertura para os testes de redundância dos sistemas elétricos, além de uma cobertura de erros e omissões para danos a terceiros dentro do seguro cyber. As coberturas podem ser contratadas em conjunto ou separadamente, e o executivo considera que faz sentido manter engenharia e operação na mesma seguradora, porque a obra é entregue em etapas e parte dela entra em funcionamento enquanto o restante segue em construção.
Na área de sinistros, ele disse que a regulação tradicional "simplesmente não funciona" para um negócio em que cada minuto parado gera prejuízo e multas, e que a companhia trabalha com protocolo de resposta rápida, acordos com reguladores e equipe multidisciplinar. A prevenção foi o ponto mais repetido da conversa. "Evitar o sinistro é tão importante quanto estar pronto para indenizá-lo", afirmou.
Seguro de vida para usar em vida
Rosangela Spak abriu sua apresentação com números do mercado. Segundo a executiva, o seguro de vida ultrapassou o de automóvel em 2016 e o de saúde em 2019, e chegou a R$78 bilhões em 2025, o dobro do registrado em 2017. No mesmo intervalo, a participação do vida individual no segmento foi de 8% para 25,9%.
Ainda assim, cerca de 18% da população tem seguro de vida, na maior parte dos casos em apólices coletivas contratadas pelo empregador. "Esse seguro não é seu", disse, ao lembrar que a cobertura termina com o vínculo de trabalho e que idade e saúde podem dificultar uma contratação tardia.
A superintendente descreveu um consumidor que quer usar o seguro no cotidiano, com serviços de saúde preventiva, apoio emocional e proteção de renda, e cujas prioridades variam conforme a geração: o baby boomer valoriza a explicação presencial, e a geração Z prefere simular e decidir sozinha. Para qualquer perfil, ela recomendou começar a abordagem por uma pergunta: "O que te preocupa hoje?".
Spak percorreu a evolução do vida individual da Tokio Marine desde o lançamento, em 2017, já com teleentrevista. A telemedicina do Hospital Albert Einstein entrou em 2019 sem custo adicional, foi estendida a dois agregados em 2021 e ganhou, em 2023, teleorientação com nutricionista, psicólogo, educador físico, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. Em 2024, a cobertura de doenças graves chegou a 30 enfermidades, e mais recentemente o produto incorporou apoio à perda, segunda opinião médica e teste farmacogenético. Segundo ela, nenhuma dessas inclusões gerou cobrança adicional de prêmio para quem já era segurado.
Para o corretor, a executiva apresentou duas ferramentas com inteligência artificial. O capital sob medida é um link enviado ao cliente para calcular o capital segurado adequado, sem identificação por CPF. O estudo de propensão aponta, na carteira de automóvel, os clientes com maior probabilidade de contratar vida. No seguro coletivo, ela citou a declaração pessoal de saúde eletrônica e o uso dos serviços de saúde como apoio às empresas no atendimento à NR-1, norma que trata dos riscos psicossociais no trabalho. A superintendente também convidou os corretores para o Green Vida, movimento de conscientização da seguradora.
Clima mais intenso e safra pouco segurada
O painel de Rafael Marani, também conduzido por Thaís Ruco, partiu da distância entre a exposição do agronegócio ao clima e a área segurada. Segundo o diretor, apenas 3% da safra brasileira teve cobertura de seguro no ano passado, o equivalente a 3 milhões de hectares, diante de um recorde histórico próximo de 13,7 milhões.
Marani citou a enchente no Rio Grande do Sul, as secas dos últimos seis a sete anos e a ocorrência de granizo em Mato Grosso como exemplos de eventos mais frequentes e intensos. Em 2026, segundo ele, houve seca severa em Goiás e Mato Grosso na safra de inverno, granizo sobre o café em Minas Gerais e, nas semanas anteriores à gravação, sobre uva e maçã na região Sul. Com custo de produção em alta e margem menor, afirmou, um evento de média ou grande intensidade compromete a saúde financeira do produtor.
Na subscrição, a Allianz trocou a análise por município ou região por uma leitura individual de cada produtor, com imagens de satélite, modelos preditivos e inteligência artificial, e chega a precificar por talhão, a subdivisão interna da fazenda. Os modelos consideram, por exemplo, a probabilidade de El Niño no ano.
Sobre o seguro paramétrico, que indeniza a partir de um indicador objetivo como volume de chuva ou temperatura, o executivo avaliou que o produto ainda precisa evoluir no país, em especial no risco de base, ligado a onde e como a medição é feita. A expectativa dele é ver coberturas paramétricas integradas aos produtos tradicionais nos próximos anos, ao lado de seguros sob medida e de serviços de monitoramento da lavoura até a colheita. O desafio, disse, é "transformar a inovação em proteção acessível", sobretudo para pequenos e médios produtores.
Atuação consultiva em comum
Nos três painéis, o corretor apareceu como consultor. Mitke disse que, no segmento de data centers, o profissional vende "continuidade de negócio" e conta com especialistas da AXA nas reuniões com clientes e investidores. Spak afirmou que o mercado é digital e que o corretor segue fundamental para orientar decisões complexas de proteção, e perguntou quantas ofertas de seguro de vida cada um tem em andamento. Marani sugeriu que o corretor leve à seguradora as necessidades do cliente que os produtos atuais não atendem, para que as soluções evoluam.
As apresentações completas e os demais painéis do INSUMMIT 26 estão em https://insummit.online/


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