Inovação

Como a Allianz transformou a cotação de seguro de transporte

Leandro Mihara, diretor de transporte da Allianz, apresenta no TRENDS 26 a ferramenta que aumentou em 400% o volume de cotações disponíveis no mercado, explica por que a digitalização do operacional é o que permite ao subscritor estar fisicamente ao lado do corretor — e revela por que uma vírgula no contrato pode representar uma economia gigantesca para o transportador
Como a Allianz transformou a cotação de seguro de transporte

Em um dos momentos mais concretos do TRENDS 26, o maior evento de inovação do mercado segurador brasileiro, Leandro Mihara, Diretor de Transporte da Allianz — companhia com 60 filiais, 500 comerciais e mais de 30 mil corretores ativos no Brasil — apresentou um problema que qualquer corretor de transporte conhece bem: a demanda existia, o produto existia, mas a resposta da seguradora simplesmente não chegava a tempo.

O mercado de seguro de transporte exige velocidade. Quando um corretor senta na frente de um cliente transportador, aquele momento é uma bala de prata — uma única chance de fechar o negócio ali, naquela reunião, com a apólice em mãos. A seguradora que não consegue responder nesse ritmo simplesmente não entra no jogo. E por muito tempo, a Allianz — com toda a sua estrutura global — enfrentava exatamente esse gargalo.

“Se cada um dos corretores presentes aqui me mandasse uma cotação no mês passado, muitos ficariam sem resposta. Hoje não. Hoje eu consigo garantir que todos aqui e mais o Brasil inteiro vão ter uma resposta online no mesmo momento.”

400% de crescimento no primeiro mês: o que a cotação digital resolveu

A solução encontrada pela Allianz foi a cotação digital de transporte — uma ferramenta que leva o corretor da cotação à apólice certificada em menos de cinco minutos. Na prática, os corretores mais ágeis já estão fazendo o processo em 1 minuto e meio.

O impacto foi imediato e mensurável. No mês de maio de 2026, primeiro mês após o lançamento da ferramenta, o volume de cotações disponíveis no mercado aumentou 400%. Esse número não representa crescimento artificial — representa demanda represada que finalmente encontrou um canal de resposta. Havia corretores enviando solicitações que ficavam sem retorno. Havia negócios sendo perdidos não por falta de produto ou de preço, mas por falta de agilidade operacional.

“Existia uma demanda que a gente não conseguia responder. No mês de maio, com o lançamento da ferramenta, aumentamos em 400% o número de cotações disponíveis no mercado. Era demanda represada esperando por uma resposta.”

Para o corretor, a ferramenta resolve o problema da velocidade sem abrir mão da solidez. A apólice emitida em 1 minuto e meio é uma apólice certificada da Allianz — com toda a segurança e respaldo de uma das maiores marcas de seguros do mundo. O que muda é o tempo entre a decisão do cliente e a proteção efetiva.

O paradoxo da tecnologia: quanto mais digital, mais humano

O argumento mais sofisticado da apresentação de Leandro não foi sobre velocidade. Foi sobre o que a velocidade libera. Quando a ferramenta digital absorve as cerca de 5.000 cotações mensais que antes ocupavam o tempo dos subscritores, esses profissionais ganham algo que não tem substituto: disponibilidade para estar no campo, ao lado do corretor, discutindo os riscos que a tecnologia ainda não consegue precificar sozinha.

Leandro foi direto sobre o problema que a digitalização resolve do lado de dentro da seguradora: um subscritor trancado no escritório, processando fila de cotação, não tem como conhecer as particularidades de uma rota no Centro-Oeste, a dinâmica do agro gaúcho em relação ao agro do Mato Grosso, o perfil de risco do transporte aquoviário no Norte do país ou as nuances de uma carga específica que circula pelo Rio de Janeiro. Esse conhecimento só existe no campo — e só chega até o subscritor quando ele tem tempo para estar lá.

“Se eu ficar lá no escritório sentado no ar condicionado falando o que serve e o que não serve, daqui a pouco vocês não vão nem lembrar que a Allianz existe. Porque vai ter alguém do lado de vocês fazendo o que eu deveria estar fazendo.”

A tecnologia, nesse sentido, não afasta o subscritor do corretor. Ela cria as condições para que essa relação seja mais profunda, mais estratégica e mais útil para os dois lados. O subscritor que chega ao corretor sem a pressão operacional do dia a dia pode ter uma conversa diferente: não só sobre o risco imediato, mas sobre a estratégia de crescimento da corretora, sobre como a Allianz pode apoiar essa estratégia e sobre como transformar uma carteira de transporte num ativo mais robusto e mais rentável.

A vírgula que vale uma economia gigantesca

Um dos momentos mais práticos da apresentação de Leandro foi quando ele falou sobre o que acontece depois da digitalização do operacional — quando o subscritor finalmente tem tempo para olhar o risco com atenção.

No seguro de transporte, os detalhes técnicos têm impacto financeiro direto e desproporcional para o segurado. Um sublimite de R$ 5.000 que parece irrelevante para a seguradora pode representar uma economia gigantesca na operação do transportador. Uma ajuste de rota, uma mudança de gerenciadora, um dispositivo de segurança diferente — cada uma dessas variáveis muda a precificação e pode tornar o contrato muito mais competitivo sem nenhuma redução de cobertura.

“Para o segurador, às vezes é uma vírgula. Um sublimite de R$ 5.000. Mas para o transportador, essa vírgula vai fazer uma economia gigantesca na operação. Isso a gente só consegue ver quando tem tempo para conversar.”

Essa é a proposta de valor que a Allianz está construindo no segmento de transporte: não apenas velocidade de emissão, mas qualidade de análise. A ferramenta digital resolve o primeiro problema. O subscritor no campo resolve o segundo. E o corretor que entende essa combinação — que usa a tecnologia para ganhar tempo e usa esse tempo para aprofundar o relacionamento — vai se posicionar de forma muito diferente no mercado de transporte nos próximos anos.

O risco que só se entende na conversa

Leandro encerrou com uma reflexão que vale para qualquer segmento, mas que no transporte é especialmente verdadeira: o risco real de uma operação de transporte não cabe num questionário. Ele existe nas respostas para perguntas que só surgem numa conversa: por que essa rota? Por que esse caminhão? Por que essa gerenciadora? Por que esse dispositivo de segurança para essa mercadoria específica?

O Brasil é um país de riscos profundamente regionais. O agro do Centro-Oeste tem um perfil completamente diferente do agro do Sul. O transporte fluvial do Norte não tem nada em comum com o rodoviario do Sudeste. Uma seguradora que não entende essas particularidades cobra mal, oferece mal e perde o cliente. Uma que entende — porque tem subscritores no campo, conversando com corretores que conhecem seus clientes — consegue ser competitiva de verdade.

“O risco do transporte só é entendido quando a gente conversa com vocês, quando pergunta: por que essa rota? Por que esse caminhão? Por que essa gerenciadora? É nesse momento que a gente consegue ser competitivo e dar a solução adequada.”

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Postado em
10/6/2026
 na categoria
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