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Inovação, sustentabilidade e os 130 anos de quem não para de se reinventar no mercado de saúde

No TRENDS 26, Denise Carvalho, diretora comercial da SulAmérica, apresenta os desafios reais da personalização em saúde, defende o compartilhamento de risco como caminho para a sustentabilidade e mostra por que o corretor continua sendo insubstituível nessa equação.
Inovação, sustentabilidade e os 130 anos de quem não para de se reinventar no mercado de saúde

Em um dos painéis mais densos do TRENDS 26, Denise Carvalho, Diretora Comercial da SulAmérica para saúde e odonto do Rio de Janeiro ao Nordeste, trouxe uma perspectiva que poucos no mercado têm condições de oferecer: a visão de quem, em 30 anos de mercado, acompanhou cada transformação do setor — da legislação de 1999 à inteligência artificial — dentro de uma companhia que acaba de completar 130 anos e 1 milhão de clientes no Rio de Janeiro.

O diagnóstico de Denise não foi otimista à toa. Foi construído com dados concretos, exemplos práticos e uma pergunta que o mercado precisa responder urgentemente: como tornar sustentável um setor onde um único medicamento pode custar R$ 8 milhões — e onde a tecnologia médica avança mais rápido do que qualquer modelo de precificação consegue acompanhar?

“A tecnologia está vindo, as soluções estão vindo. Mas como tornar isso sustentável? O seguro é um conceito de mutualismo — uma caixinha onde todo mundo bota e que precisa ser sustentável para continuar funcionando.”

130 anos de mercado e o desafio que ninguém tinha antes

A SulAmérica chegou ao TRENDS 26 celebrando uma marca histórica: 130 anos de existência e 1 milhão de clientes no Rio de Janeiro. São números que impressionam — mas que, para Denise, carregam uma responsabilidade ainda maior do que uma razão para comemorar. Quanto mais sólida a base, maior a pressão para inovar sem perder a confiança construída ao longo de décadas.

Denise faz 30 anos de mercado de seguros neste mesmo ano. Ela acompanhou a virada regulatória de 1999, que transformou completamente a estrutura dos planos de saúde no Brasil, e desde então viveu cada nova onda de mudança: a chegada da coparticipação, a evolução dos modelos de reembolso, a digitalização dos processos, a medicina preditiva. “A gente tá sempre se reinventando. Esse é o nosso desafio”, resumiu.

O que muda agora, segundo ela, é a escala e a velocidade do desafio. A tecnologia médica avançou a ponto de criar medicamentos que eram impensáveis há 10 anos — e que o mercado segurador precisa aprender a incorporar sem inviabilizar o sistema.

Medicamentos de milhões e o modelo que precisa mudar

Denise citou dois casos concretos que sintetizam o problema. O Carvykti, medicamento para câncer metastático, pode custar milhões de reais por tratamento. O medicamento para ELA chega a R$ 8 milhões. São tratamentos reais, já existentes, que as seguradoras são obrigadas a cobrir — e que podem ser acionados mesmo quando o segurado não responde ao tratamento.

Diante desse cenário, Denise defendeu o compartilhamento de risco como o caminho mais viável para equilibrar acesso e sustentabilidade. A lógica é simples: em vez de pagar o valor integral do tratamento antecipadamente, a seguradora e o fornecedor dividem o risco — pagando por etapas, conforme o tratamento demonstra resultado. Se o medicamento funciona, o pagamento continua. Se não funciona, a exposição é menor.

“Por que não compartilhar o risco? Eu pago uma parte, o medicamento dando certo, a gente continua e paga outra parte. A gente tem que tornar o tratamento acessível — e ele tem que dar certo. Porque senão o mercado se inviabiliza.”

A proposta não é negar cobertura — é estruturar o pagamento de forma que o sistema como um todo possa sustentar o avanço da medicina sem entrar em colapso financeiro. Para Denise, a inteligência artificial é peça central nessa equação: ela permite antecipar riscos, monitorar a evolução de cada beneficiário e identificar o momento certo de cada intervenção — antes que o custo se torne incontrolável.

Tecnologia para gerir, não só para vender

Além da discussão sobre sustentabilidade, Denise apresentou ferramentas concretas que a SulAmérica já disponibiliza para corretores e empresas que querem fazer uma gestão mais ativa de suas carteiras de saúde.

Uma delas é o Labin, sistema de coleta domiciliar de exames que compartilha resultados diretamente com os médicos credenciados. O beneficiário faz o exame em casa, o laudo fica disponível para qualquer profissional da rede — eliminando a repetição desnecessária de exames e acelerando o diagnóstico.

Outra é o Gestão Conectada, ferramenta que permite ao médico da empresa acompanhar, em tempo real e dentro dos limites da LGPD, as solicitações de autorização de procedimentos. O objetivo não é negar tratamentos — é garantir que o tratamento certo seja feito no momento certo. Denise usou um exemplo prático: uma pessoa que faz diálise regularmente pode já ser candidata a um transplante e simplesmente não estar inscrita na fila. A tecnologia ajuda a identificar esse tipo de caso antes que o custo — e o sofrimento — se acumulem desnecessariamente.

“É muito melhor garantir a qualidade de vida da pessoa, inscrevê-la para um transplante e ela se curar de vez do que ficar ali fazendo diálise indefinidamente. Isso só é possível com informação e com tecnologia.”

Cuidado 360: saúde, odonto e vida numa única oferta

Um dos lançamentos mais recentes da SulAmérica no segmento é o Cuidado 360 — uma oferta que combina saúde, odonto e seguro de vida numa única proposta comercial. A lógica, segundo Denise, é a mesma que outros painelistas do TRENDS 26 defenderam ao longo do dia: os seguros se complementam e o cliente que contrata os três produtos tem uma proteção muito mais completa do que aquele que contrata cada um isoladamente.

Para o corretor, o modelo é uma oportunidade direta de crossell — e de blindar o cliente contra a concorrência. “Isso só é feito através do corretor de seguros. Vocês precisam conhecer a necessidade do cliente, oferecer o que ele necessita, entender qual operadora e qual produto são mais adequados para a realidade dele. Esse é o seu papel”, afirmou.

O corretor como peça insubstituível da cadeia

Denise encerrou sua participação reforçando um ponto que perpassa toda a estratégia da SulAmérica: a companhia trabalha exclusivamente com corretores de seguros. Não há venda direta, não há canal alternativo. O corretor é o único elo entre a seguradora e o cliente final.

Num mercado em que a personalização se tornou exigência — não opção — o corretor que conhece o cliente, entende sua realidade e consegue montar a combinação certa de produtos é insubstituível. A tecnologia automatiza processos, a IA acelera decisões, mas a leitura da necessidade real de cada pessoa ainda passa, inevitavelmente, pelo profissional que tem o relacionamento.

“A SulAmérica só trabalha com corretor de seguros. A gente conta com vocês para trazer esse processo, essa inovação e todas as opções de personalização para os seus clientes.”

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Postado em
9/6/2026
 na categoria
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