s startups de seguros estão crescendo no Brasil e captando mais investimentos. O estudo “Latam Insurtech Journey”, produzido pela consultoria Digital Insurance, em parceria com a Mapfre, aponta que o número insuterchs no país cresceu 6% entre agosto de 2024 e janeiro 2025 e o índice de mortalidade caiu de 12% para 7% no mesmo período, refletindo o bom momento do setor – que avançou 12,2% em 2024, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
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O país também é líder em representatividade no ecossistema de inovação de seguros. Das 502 startups registradas na América Latina, 41% estão localizadas no Brasil. O estudo destacou como exemplo de rentabilidade a Pier – umas das primeiras seguradoras digitais do país, conhecida por fazer apólices para celular.
“A personalização da oferta e da jornada do consumidor tem mudado muito nos últimos anos. Estamos testando uma solução [em parceria com startups] para o público sênior que permite ao nosso atendente ver o que acontece na casa do cliente por meio de óculos de realidade virtual”, diz Hugo Assis, diretor geral de estratégia e transformação da Mapfre.
Com apoio de grandes seguradoras e fundos de investimento, o Brasil é o país que mais recebeu aportes no setor de seguros, com 33% do total da América Latina, seguido pelo México (32%).
No entanto, o país continua sendo um mercado que exporta poucas startups de seguros, com menos de 1% delas atuando no exterior. Peru e Chile são os países da América Latina que mais exportam insurtechs, com índices de internacionalização de 50% e 32%, respectivamente.
"As seguradoras precisam estar conectadas com as insurtechs porque elas vão ser as aceleradoras da experiência com o cliente", afirma Assis.
Apesar de hoje existirem diversos tipos de seguros, as apólices mais "tradicionais" voltadas à vida e saúde ainda são as favoritas das seguradoras e, por este motivo, reúnem 70% do investimento do setor.