A.V.I., a IA da Icatu que responde no WhatsApp e treina corretor

Eduardo Vieira — conhecido no mercado segurador há mais de 20 anos pelo apelido Vavá — subiu ao palco do TRENDS 26 carregando um prêmio recente: a A.V.I., assistente virtual da Icatu, foi reconhecida pela CNSEG como uma das inovações mais relevantes do mercado segurador brasileiro. É um dado que contextualiza tudo que ele foi apresentar: não é mais uma ferramenta em desenvolvimento. É um produto que já foi testado, validado e premiado.
A Icatu tem mais de 30 anos de existência, representação em todo o Brasil e uma tese muito clara sobre onde a inteligência artificial encaixa no dia a dia do corretor de seguros de vida. A tese não é sobre substituição — é sobre amplificação. A A.V.I. não veio para fazer o trabalho do corretor. Veio para fazer o corretor fazer mais, e melhor, em menos tempo.
“A IA por si só ela não faz. O termo mais difícil da IA é o termo inteligência. Ela é muito rápida, ela acelera muita coisa. Mas você precisa revisar o que ela tá fazendo. O ser humano é a estrela. A A.V.I. é o copiloto.”
O que a A.V.I. faz — e o que ela não faz
A A.V.I. é uma assistente virtual generativa da Icatu que opera diretamente pelo WhatsApp. O corretor associado à Icatu e com acesso à Casa do Corretor tem acesso automático a ela — sem instalação adicional, sem treinamento complexo, sem nova plataforma para aprender. É uma conversa pelo canal que o corretor já usa todos os dias.
As funções são objetivas e práticas: fazer cotações de seguro de vida e previdência, consultar lista de clientes com parcelas em aberto, verificar status de propostas, consultar comissões, tirar dúvidas técnicas sobre produtos — o que é um DIT, o que é um DG, como funciona determinada cobertura, como avisar um sinistro. Tudo isso em texto, áudio ou foto, como se fosse uma conversa natural com um especialista disponível 24 horas.
“Você saca o celular, manda um áudio, escreve um texto, tira uma foto de um rascunho que você fez — e ela vai te responder e te ajudar. É uma ferramenta de pronto atendimento que cabe no bolso.”
O que a A.V.I. não faz é igualmente importante de demarcar: ela não recomenda seguros. Ela não decide o produto mais adequado para o cliente. Ela não conduz a conversa comercial. Ela apoia o corretor para que ele chegue a essa conversa mais preparado, mais rápido e com mais confiança. A decisão, o relacionamento e a recomendação são e continuam sendo do corretor.
O corretor de auto que ainda não vende vida — e o que a AVA muda nisso
Um dos argumentos mais práticos de Vavá foi direcionado especificamente ao perfil que domina a plateia do TRENDS 26: o corretor de automóvel que ainda não trabalha com seguro de vida. Para esse profissional, a AVA oferece um caminho concreto e imediato para dar o primeiro passo sem precisar dominar toda a complexidade do produto antes de iniciar a conversa com o cliente.
O exemplo dado foi direto: o corretor acabou de fechar um seguro de auto para um cliente. O veículo tem determinado valor, a apólice está assinada. Naquele momento, o corretor pode abrir o WhatsApp, descrever a situação para a AVA e perguntar: como eu consigo argumentos para oferecer um seguro de vida para esse cliente que acabou de fechar o auto? A A.V.I. vai responder com base no contexto, sugerir abordagens, explicar coberturas relevantes para aquele perfil e preparar o corretor para a conversa.
“Fechou um seguro de auto. Conversa com a AVA: como eu consigo argumentos para vender vida para esse cliente? Ela vai te ajudar. Ela vai te dar conteúdo, vai te preparar. E aí você vai com muito mais confiança para essa conversa.”
A lógica é precisa: o maior obstáculo do corretor de auto para vender vida não é a falta de oportunidade. É o desconforto causado pelo desconhecimento do produto. A AVA reduz esse desconhecimento em tempo real, no momento em que o corretor mais precisa — antes de uma conversa com o cliente, não depois de um treinamento que aconteceu semanas atrás e cujo conteúdo já foi parcialmente esquecido.
Revisar antes de enviar: a competência que a IA não substitui
Vavá foi enfatico em um ponto que costuma ser subavaliado nas discussões sobre IA: o corretor que usa a ferramenta sem revisar o que ela produz está usando errado. Não porque a AVA erre com frequência — mas porque a responsabilidade pelo que é comunicado ao cliente é sempre do corretor, nunca da ferramenta.
Revisar o tom, verificar se a resposta está alinhada com o que o cliente precisa, ajustar a linguagem para o perfil de cada pessoa — essas são competências humanas que a IA não tem e não vai ter. E é exatamente aí que o corretor é insubstituível: na leitura do contexto, na calibragem da mensagem, na percepção do que o cliente precisa ouvir — não apenas do que é técnicamente correto dizer.
“Não adianta usar IA no dia a dia e pegar o que ela respondeu e mandar pro cliente sem revisar. Você precisa olhar o tom, ver se tá de acordo com o que o cliente precisa. Essa parte é sua. E sempre vai ser.”
Esse argumento se conecta diretamente ao que outros palestrantes disseram ao longo do dia: a tecnologia multiplica a capacidade do corretor, mas não substitui o julgamento. Um corretor que usa IA com critério vai atender mais clientes, com mais qualidade, em menos tempo. Um corretor que delega o julgamento para a ferramenta vai, mais cedo ou mais tarde, perder a confiança do cliente que ele deveria estar conquistando.
Use todo dia: o hábito que transforma a ferramenta em vantagem
Vavá encerrou com um chamado simples e direto que resumiu toda a sua apresentação: use IA todo dia. Não apenas quando surgir uma dúvida urgente. Não apenas quando o cliente pedir algo que o corretor não sabe responder de cabeça. Todo dia, em situações rotineiras, para que o hábito de interact com a ferramenta se incorpore ao fluxo de trabalho natural.
A curva de aprendizado da IA é iterativa: quanto mais o corretor usa, mais aprende a formular perguntas melhores — o que os especialistas chamam de prompt — e melhores perguntas geram respostas mais úteis. O corretor que chega a um nível avançado de uso da IA não é aquele que fez um curso. é aquele que usou todo dia durante meses e aprendeu no processo.
“Use todo dia. O costume de usar vai quebrando os paradigmas. Você vai aprender a estruturar melhor a pergunta. Vai ver que o resultado melhora. E aí você vai aprendendo onde a IA realmente te ajuda — e onde você é insubstituível.”


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