Da venda ao sinistro: como a tecnologia amplia o papel do corretor na jornada do seguro

Indicar uma seguradora nunca é uma decisão neutra para o corretor. Cada recomendação envolve confiança, reputação e relacionamento com o cliente. Quando há falhas no atendimento, demora no sinistro ou dificuldade para acompanhar uma solicitação, o desgaste não recai apenas sobre a marca, mas também sobre o profissional que fez a indicação.
Na avaliação de Felipe Genovesi, Head de Vendas da Justos, o corretor não deve ser visto apenas como um intermediador da venda, mas como um elo central na relação de confiança com o segurado. É a partir desse diagnóstico que a companhia vem ampliando suas ferramentas digitais para dar mais autonomia ao profissional e reduzir atritos operacionais ao longo da jornada.
Sinistro também pelo Portal do Corretor
A pergunta que ninguém responde de forma diferente
“Quem aqui ama abrir sinistro? Ninguém levanta a mão”, afirmou, em entrevista, Felipe Genovesi, Head de Vendas da Justos. A frase resume uma realidade conhecida por qualquer corretor ativo: o sinistro é um dos momentos de maior pressão da jornada, justamente porque o cliente busca orientação rápida, segurança e alguém de confiança para conduzir os próximos passos.
Na prática, muitas vezes esse primeiro contato acontece com o corretor. E é nesse ponto que a Justos passou a ampliar o papel desse profissional dentro da jornada. A partir de agora, além da abertura feita pelo próprio segurado no aplicativo, o corretor também consegue abrir sinistros diretamente pelo Portal do Corretor.
A funcionalidade permite registrar a ocorrência, anexar fotos e vídeos, informar danos ao veículo e a terceiros e agendar a vistoria em um único fluxo digital. Com isso, o corretor deixa de atuar apenas no momento da venda e passa a ter uma ferramenta para apoiar o segurado em uma das etapas mais sensíveis do relacionamento, sem depender de canais paralelos ou processos manuais.
A iniciativa nasceu de uma demanda recorrente dos próprios corretores. Segundo dados da Justos, cerca de 30% das aberturas de sinistro chegam à companhia por telefone ou chat. Desse total, aproximadamente 17% são feitas por corretores em nome dos clientes, profissionais que até então não contavam com um fluxo dedicado para conduzir essa etapa dentro do portal.
“Quando acontece um sinistro, o cliente busca orientação e rapidez. E, na maior parte das vezes, quem recebe esse primeiro contato é o corretor. Ao permitir a abertura de sinistros diretamente pelo Portal do Corretor, estamos dando mais autonomia para que esse profissional acompanhe o segurado desde o início do processo, oferecendo uma experiência mais fluida para todos os envolvidos”, afirma Genovesi.
Menos fricção para vender e acompanhar
A mesma lógica aparece em outras etapas da jornada. No processo de vistoria, por exemplo, o cliente envia cinco fotos do veículo pelo celular e a análise é feita com apoio de inteligência artificial em poucos minutos. Não há necessidade de agendamento presencial, espera por vistoriador ou paralisação da contratação.
Na prática, isso permite que o corretor avance com a venda no momento em que o cliente decide contratar, inclusive aos fins de semana, feriados ou fora do horário comercial. Para o corretor, essa agilidade é importante em processos de conversão e renovação, quando atrasos operacionais podem fazer uma venda esfriar ou abrir espaço para concorrência.
O Portal do Corretor também foi desenvolvido a partir da escuta ativa desses profissionais. Funcionalidades como a ativação agendada de apólices, que permite programar o início da cobertura para até 30 dias, surgiram de demandas práticas do mercado, especialmente em situações de renovação ou troca de seguradora.
Para Genovesi, a tecnologia precisa funcionar como uma camada de apoio à atuação comercial. “A Justos tem tecnologia para facilitar a vida do corretor e diminuir cada vez mais o operacional, para que ele foque em vender e lembre da gente”, afirma.
Tecnologia também atua antes do sinistro
Além das ferramentas voltadas à jornada comercial e operacional, a Justos utiliza tecnologia para atuar antes mesmo de um eventual sinistro. A companhia trabalha com telemetria baseada nos sensores do celular, acompanhando indicadores como aceleração, velocidade, curvas, frenagem e foco na direção.
Segundo a Justos, após seis meses na plataforma, a melhora média no score de direção é de 2,5%. Depois de dois anos, esse índice chega a 5% e pode ultrapassar 10% após três anos.
Os dados acumulados pela base da companhia, que já soma mais de 160 milhões de quilômetros rodados, também indicam mudanças de comportamento. Em um ano, 30% dos motoristas reduziram a velocidade média, 24% deixaram de usar o celular ao volante e 26% melhoraram a forma de frear e fazer curvas.
Esse ecossistema se conecta ao Programa de Recompensas da Justos, que oferece benefícios como vouchers de Uber, McDonald’s, pontos Livelo e créditos em postos de combustível. Desde o início das operações, a companhia já distribuiu mais de R$ 5,5 milhões em prêmios, e 88% da base ativa participa do programa.
Para o corretor, esse tipo de experiência tem impacto direto na carteira. Um seguro que o cliente acompanha, entende e percebe valor ao longo do tempo tende a fortalecer a relação com a marca e reduzir o esforço de retenção.
“Queremos que o corretor construa um bom relacionamento com o cliente e com aquilo que ele vende. Da porta para dentro, pode deixar que a gente cuida”, resume Genovesi.



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