Alan Leal aborda prevenção, uso de dados e tendências do mercado segurador no seguro auto

"Transparência não é apenas uma característica desejável, é um elemento essencial para gerar confiança", afirmou Alan Leal, Diretor-Presidente da Justos Seguros, em entrevista exclusiva. O executivo comentou como o uso de dados de direção contribui para uma avaliação de risco mais individualizada no seguro auto e detalhou os critérios adotados para reconhecer comportamentos que aproximam o segurado de uma condução mais segura. Alan também tratou do papel da prevenção ao longo da vigência da apólice, do funcionamento das recompensas oferecidas aos segurados e da convivência entre preço e personalização na decisão de compra. Ao final, apresentou os aprendizados da Justos no desenvolvimento de modelos que refletem perfis distintos de motoristas e diferentes padrões de uso do veículo. Confira os principais trechos:
Insurtalks: Como a Justos enxerga a relação atual do cliente brasileiro com o seguro auto?
Alan Leal: O seguro auto ainda é visto por muitos brasileiros como um produto que só faz sentido quando acontece um imprevisto. É uma relação que, tradicionalmente, se concentra na contratação, na renovação ou no momento do sinistro. Ao mesmo tempo, o consumidor tem buscado experiências mais personalizadas e transparentes em diversos setores, e isso também começa a influenciar o mercado segurador. Acreditamos que existe espaço para um modelo em que o seguro participe da jornada do cliente de forma mais ativa, incentivando a prevenção e reconhecendo comportamentos que contribuem para uma direção mais segura.
Insurtalks: Como vocês traduzem a ideia de prevenção em ações percebidas pelo motorista antes de um sinistro?
Alan Leal: A prevenção passa por criar mecanismos que ajudem o motorista a entender melhor seus hábitos de direção e a adotar comportamentos que reduzam a exposição ao risco. Isso significa oferecer informações úteis ao longo da vigência da apólice e construir uma experiência que vá além da proteção financeira.
Quando o seguro consegue incentivar uma direção mais consciente, ele deixa de atuar apenas como resposta a um problema e passa a contribuir para evitá-lo.
Insurtalks: Como vocês definem quais comportamentos de direção devem ser reconhecidos dentro da experiência do seguro?
Alan Leal: O ponto de partida é considerar comportamentos que tenham relação com a exposição ao risco e que permitam uma avaliação mais precisa do perfil de direção. Mais do que analisar episódios isolados, buscamos observar padrões de condução ao longo do tempo.
Essa abordagem torna a avaliação de risco mais individualizada e contribui para uma experiência mais alinhada ao comportamento de cada motorista, respeitando as características de uso de seus veículos.
Insurtalks: O que precisa ser considerado para que o cliente entenda o uso dos dados de direção dentro da experiência do seguro?
Alan Leal: O aspecto mais importante é a transparência. O cliente precisa compreender quais informações são utilizadas, por que elas são relevantes e como contribuem para tornar a experiência mais personalizada.
Quando o uso dos dados está associado a benefícios concretos para o segurado, como uma avaliação de risco mais aderente ao seu perfil e uma experiência mais individualizada, a relação tende a ser construída com mais confiança.
Insurtalks: Como as recompensas entram na experiência do segurado depois da contratação e de que forma elas influenciam a percepção de valor do seguro auto ao longo da vigência da apólice?
Alan Leal: As recompensas ajudam a fortalecer a percepção de que o seguro pode gerar valor durante toda a vigência da apólice, e não apenas quando ocorre um sinistro. Elas funcionam como um reconhecimento por comportamentos que contribuem para uma direção mais segura.
Esse modelo também reforça uma lógica importante para o mercado: aproximar seguradora e segurado ao longo da jornada, criando uma relação mais contínua do que a observada nos modelos tradicionais.
Insurtalks: Como essa proposta conversa com um mercado em que o preço ainda pesa muito na escolha do seguro auto?
Alan Leal: O preço continuará sendo um fator importante na decisão de compra, mas percebemos que ele deixou de ser o único elemento considerado pelo consumidor. Cada vez mais, aspectos como transparência, facilidade de uso, qualidade da experiência e personalização também influenciam essa escolha.
Do ponto de vista do mercado segurador, a utilização de modelos mais precisos de avaliação de risco também permite desenvolver produtos mais aderentes ao perfil de cada cliente, equilibrando competitividade e sustentabilidade da operação.
Insurtalks: Que aprendizados da Justos ajudam a entender os limites e as possibilidades de um seguro auto baseado em participação ativa do motorista?
Alan Leal: Durante décadas, o mercado trabalhou com modelos que tinham menor capacidade de diferenciar perfis de risco distintos. A Justos foi construída para contribuir com a evolução desse modelo, utilizando dados para tornar a avaliação de risco mais individualizada e aderente ao comportamento de cada motorista.
Na prática, aprendemos que esse modelo só funciona quando o segurado entende sua lógica desde o primeiro contato. Não basta utilizar dados de direção; é fundamental que o cliente saiba quais informações são consideradas, por que elas são relevantes e como contribuem para uma avaliação de risco mais precisa. Transparência não é apenas uma característica desejável é um elemento essencial para gerar confiança.
Também aprendemos que o desafio não está apenas na tecnologia. Ele está em desenvolver modelos capazes de refletir a realidade de perfis muito diferentes de motoristas, considerando distintos padrões de uso do veículo e contextos de direção. Isso exige dados, mas também critérios técnicos consistentes para que a avaliação seja justa, equilibrada e sustentável para todos os envolvidos.



.gif)

%20(1).gif)



%20(3).gif)
.gif)

.gif)

.gif)


.gif)
%20(3).gif)




.gif)


.gif)
.gif)

%20(6).gif)
.gif)


.gif)
.gif)







.png)








.png)