Seguradoras têm a resposta para o benefício que profissionais mais pedem e empresas menos oferecem

A 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half apontou que 77% dos profissionais brasileiros querem mudanças nos pacotes de benefícios oferecidos pelas empresas. O levantamento concluiu também que entre os cinco benefícios mais valorizados pelos trabalhadores está a previdência privada, só que ela não aparece entre os dez mais oferecidos pelas empresas. No topo das prioridades estão plano de saúde, bônus e vale-refeição; no topo da oferta, estacionamento gratuito e celular corporativo dividem espaço com benefícios médicos. A distância entre o que se quer e o que se recebe é onde o mercado segurador encontra espaço.
Por que a previdência ficou de fora
A explicação não está em desinteresse das empresas, mas em timing de mercado. Uma pesquisa da consultoria Mercer com 1.007 empresas de médio e grande porte, que juntas empregam cerca de 5 milhões de pessoas, mostra que 53% delas já oferecem previdência privada como benefício — em 2019, esse percentual era de 51%. Entre as empresas que ainda não oferecem, 49% planejam incluir o benefício nos próximos três anos. O crescimento é real, só não chegou ainda ao volume necessário para entrar no top 10 de benefícios mais oferecidos, categoria dominada por itens de implantação mais simples, como vale-transporte e convênio com academia. A previdência exige desenho técnico, parceria com seguradora ou gestora e adesão formal, um processo que naturalmente avança mais devagar que a inclusão de um benefício de baixo custo operacional.
Ainda assim, para o setor de seguros, o crescimento apontado pelo estudo da Mercer funciona como mapa de demanda futura: quase metade das empresas sem previdência hoje já sinaliza intenção de contratar o produto em um horizonte definido.
A previdência como ferramenta de retenção, não só de benefício
A pesquisa da Robert Half mostra outro dado importante: 86% dos profissionais consideram incentivos familiares na avaliação de uma proposta de emprego. A previdência privada empresarial atende diretamente esse critério, porque permite inclusão de beneficiários e planejamento de longo prazo para a família do colaborador, não apenas para o titular.
A própria pesquisa da Mercer reforça o papel das seguradoras nesse desenho: em 66% das empresas que oferecem o benefício, a gestão do plano fica a cargo de uma seguradora, contra 18% em entidades fechadas multipatrocinadas e 16% em entidades fechadas próprias. Esse desenho com beneficiários cadastrados aproxima a previdência empresarial de outros produtos familiares já consolidados no mercado segurador, como o seguro de vida com cobertura estendida a dependentes. O produto pode até funcionar como argumento concreto de contratação, com a seguradora ocupando uma posição central tanto na gestão do plano quanto na composição da proteção familiar.
O que muda no trabalho das corretoras
A fala de Alexandre Attauah, da Robert Half, sobre "modelos mais flexíveis" sem necessidade de estruturas complexas conversa diretamente com o desenho de produtos de previdência corporativa. Planos com aportes flexíveis, opções de resgate variadas (pagamento único, renda vitalícia, renda por prazo certo) e tickets de entrada acessíveis — como os R$100 mensais oferecidos em alguns produtos — reduzem a barreira de adesão para empresas que ainda não incluíram o benefício. Para corretoras especializadas em benefícios corporativos, esse é o momento de apresentar a previdência como resposta direta a uma demanda que 86% dos profissionais já manifestaram nas pesquisas mais recentes.
A lacuna vai diminuir: seguradoras já apostam nessa direção
A diminuição da distância entre os 53% das empresas que já oferecem previdência privada e os 77% dos profissionais que pedem mudanças no pacote de benefícios é o sentido para o qual o mercado segurador já está se movendo. Antonio Rocha, CEO da Onze, fintech parceira da Icatu Seguros em soluções de previdência corporativa, descreveu esse movimento em termos concretos: "a previdência empresarial não é apenas um benefício – é uma ferramenta poderosa para a segurança financeira de longo prazo, permitindo que milhares de colaboradores construam um futuro mais estável". Do lado da seguradora, Henrique Diniz, diretor de produto de previdência da Icatu, reforça o papel do mercado corporativo nessa equação: "a ampliação da parceria com a Onze fortalece nossa estratégia de levar soluções de previdência de alta qualidade para o mercado corporativo, um canal essencial para democratizar o acesso ao planejamento financeiro no Brasil". Com quase metade das empresas sem o benefício já planejando incluí-lo nos próximos três anos, segundo a Mercer, a aposta das seguradoras é uma resposta a uma tendência que os próprios números do mercado de trabalho confirmam.


%20(3).gif)
.gif)





%20(1).gif)


.gif)




.gif)
.gif)

%20(3).gif)

.gif)



.gif)
.gif)
.gif)


%20(6).gif)


.gif)





.png)

.png)








.png)