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Segurança integrada reduz crimes em 20% no Rock in Rio 2026: lições para o mercado de seguros

Como a inovação em monitoramento e resposta rápida pode transformar a prevenção de riscos e a gestão de sinistros no setor de seguros.
Segurança integrada reduz crimes em 20% no Rock in Rio 2026: lições para o mercado de seguros

Ação integrada reforça a segurança no Rock in Rio

No Rock in Rio 2026, a integração de equipes especializadas promoveu uma queda de 17,5% nos procedimentos relacionados a furtos e de 10,3% nas ocorrências de furto de celulares, na comparação com 2024. A edição também marcou a estreia da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT) em grandes eventos e a primeira atuação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri). Em ambientes corporativos, câmeras, drones e sensores conectados podem apoiar decisões mais rápidas e oferecer evidências sobre as circunstâncias de uma ocorrência. A integração entre monitoramento, análise de dados e resposta especializada pode ajudar a identificar riscos com antecedência, reduzir exposições e gerar informações úteis tanto à prevenção quanto à regulação de sinistros. 

Do monitoramento à antecipação do risco

O modelo utilizado em grandes eventos ajuda a ilustrar uma mudança importante no setor segurador. Com uma maior disponibilidade de dados e dispositivos conectados, ações de prevenção podem ocupar um espaço maior nessa equação. Câmeras inteligentes, sensores, sistemas de localização, dispositivos IoT e análise de dados conseguem gerar informações em tempo real sobre determinado ambiente. Assim, em vez de agir somente depois de um incêndio, uma invasão ou outro evento, a operação de segurança pode identificar sinais que indiquem uma situação de risco e acionar uma resposta antes que o problema ganhe proporções maiores. No seguro patrimonial, por exemplo, sensores podem acompanhar temperatura, fumaça, movimentação ou acesso a áreas restritas. Em operações logísticas, recursos de monitoramento podem contribuir com o acompanhamento de cargas e veículos. Em eventos, a combinação de imagens, dados e equipes em campo pode ajudar na identificação de aglomerações, acessos indevidos ou outras situações que demandem intervenção.

Drones entram no radar do seguro

Entre as tecnologias que ganharam espaço em operações de monitoramento estão os drones. Além da capacidade de acompanhar grandes áreas, esses equipamentos podem gerar imagens em tempo real e apoiar inspeções em locais de difícil acesso. No Brasil, o tema também passou por mudanças regulatórias recentes. Em junho de 2026, a Anac publicou o RBAC nº 100, que estabeleceu requisitos gerais para aeronaves não tripuladas de uso civil e classificou as operações em categorias aberta, específica e certificada, conforme características e riscos envolvidos. O regulamento também estabelece responsabilidade do operador e prevê, de forma geral, a necessidade de seguro com cobertura de danos a terceiros nas operações enquadradas no RBAC nº 100, com exceções previstas na própria norma. Isso cria uma conexão direta com o setor segurador. À medida que drones passam a integrar atividades de inspeção, monitoramento e segurança, surgem também novas exposições relacionadas à operação desses equipamentos, à responsabilidade civil e ao uso das imagens e informações coletadas.

Prevenção também pode mudar a regulação de sinistros

A mesma tecnologia usada na prevenção também pode gerar informações valiosas quando o sinistro acontece. Registros de câmeras, drones, sensores e sistemas de monitoramento permitem reconstruir com mais precisão as circunstâncias de uma ocorrência, ajudando a identificar a origem e a extensão dos danos. Esse conjunto de informações também pode apoiar a avaliação do risco antes mesmo da contratação. Em eventos, empresas, condomínios e centros logísticos, dados sobre estrutura, controle de acesso, histórico de ocorrências e recursos de segurança ajudam seguradoras a compreender melhor a exposição. Na regulação, ter evidências produzidas durante a operação pode reduzir a dependência de relatos posteriores e tornar a análise mais rápida, reduzindo etapas de coleta de informações. 

Dados precisam vir acompanhados de governança

Quanto maior o volume de imagens, informações pessoais, registros de localização e dados operacionais coletados, maior a necessidade de estabelecer regras sobre acesso, armazenamento, compartilhamento e utilização dessas informações. O uso de tecnologias de monitoramento precisa considerar também questões regulatórias, privacidade, segurança da informação e responsabilidade sobre os dados produzidos. No seguro, isso acrescenta uma camada de risco que não pode ser ignorada: proteger o patrimônio e as pessoas também envolve proteger a própria infraestrutura digital usada na prevenção.

O que o Rock in Rio ensina sobre o futuro da gestão de riscos 

O Rock in Rio 2026 mostrou que segurança e monitoramento podem produzir resultados quando informação e resposta trabalham juntos. No mercado de seguros,é válido pensar em ações preventivas. Tecnologias e sistemas de análise podem ajudar seguradoras a conhecer melhor as exposições, orientar medidas de proteção e reunir evidências quando um sinistro acontece. Ao mesmo tempo, exigem governança, segurança digital e critérios claros sobre o uso dessas informações, usando as ferramentas de forma direcionada com inteligência aplicada ao risco. A queda de 20% nos registros de crimes divulgada pela Polícia coloca em evidência o potencial de estratégias que combinam tecnologia, informação e atuação humana. Isso envolve escolher ferramentas adequadas, integrar sistemas, preparar equipes e estabelecer regras claras sobre o uso dos dados. A tecnologia pode ajudar a enxergar o risco antes que ele vire sinistro e essa mudança pode alterar a própria forma como as seguradoras constroem proteção.

Postado em
21/9/2026
 na categoria
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