Dados, inteligência artificial e automação: tecnologias são apenas um meio de fazer o seguro continuar relevante

Seja sincero: você ainda se impressiona quando uma empresa afirma que utiliza inteligência artificial? A transformação digital já faz parte da realidade do mercado de seguros, e sabemos que dados, IA e automação podem aprimorar produtos, agilizar processos e melhorar a relação com os consumidores. Mas, diante de tantas possibilidades, a pergunta mais importante já não é o que essas tecnologias podem fazer, e sim o quanto estão contribuindo para manter o seguro relevante, conectado às necessidades das pessoas e capaz de responder aos desafios de um mercado em constante transformação.
O desafio está em identificar onde essas ferramentas podem fazer diferença. Ter acesso a um volume maior de informações não significa, necessariamente, conhecer melhor o consumidor, assim como automatizar uma atividade não garante uma jornada mais satisfatória. A evolução acontece quando identificamos obstáculos, interpretamos evidências com qualidade e desenhamos respostas adequadas a cada situação. No setor de seguros, isso significa considerar como os recursos digitais podem simplificar etapas, aproximar coberturas das expectativas dos clientes e ampliar o acesso à proteção financeira.
Na Simple2u, insurtech do Grupo MAG com operação 100% digital, temos exemplos de como a tecnologia pode se traduzir em melhorias perceptíveis. Durante a regulação do Seguro Celular, identificamos a possibilidade de encurtar o prazo de conclusão do processo. Com a automatização dessa etapa, reduzimos o tempo de 11 para 2 dias. O resultado mostra como a revisão de fluxos operacionais pode eliminar obstáculos e tornar a experiência mais eficiente. Para quem contrata o seguro, o benefício não é saber qual ferramenta está por trás da operação, mas receber uma resposta em menos tempo quando precisa acionar a cobertura.
Esse exemplo também reforça uma distinção importante: nem toda transformação digital envolve inteligência artificial. Cada recurso tem sua finalidade e deve ser aplicado de acordo com o desafio que se pretende resolver. O valor está em fazer escolhas coerentes, combinando tecnologia, conhecimento do negócio e compreensão das necessidades dos clientes.
Em suma, a questão já não é mais o que a inteligência artificial é capaz de proporcionar, mas como podemos aproveitar seu potencial para responder às demandas reais do mercado. Para corretores e parceiros de negócios, isso significa entender como dados, IA e automação podem abrir oportunidades para ampliar a rentabilidade da carteira, oferecer soluções mais alinhadas às necessidades dos clientes e acompanhar as novas expectativas do setor.
É justamente essa discussão que levarei no painel “Dados e IA – Ampliando a Relevância do Seguro”, que apresentarei no CQCS Inovação 2026, no 5 dia de novembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Participarei de um bate-papo com Castelano Santos, CEO da Tech Trail e Eduardo Rodrigues, cofundador e CEO da Applause. A proposta é debater como a combinação entre dados, inteligência artificial e automação pode contribuir para o desenvolvimento do setor, deixando de lado algumas percepções sobre essas ferramentas e trazendo a conversa para suas aplicações práticas.
Convido corretores, parceiros de negócios e profissionais interessados no tema a acompanharem o encontro e participarem dessa discussão sobre os próximos passos do mercado. E, para quem desejar continuar essa conversa depois do evento, fica o convite para acompanhar meu perfil no LinkedIn, onde compartilho outras reflexões e experiências sobre o tema. Vamos ampliar esse debate?


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