Complexidade regulatória coloca Brasil entre no 3º lugar entre os países mais desafiadores para negócios e pressiona setor de seguros

Brasil volta ao topo da complexidade regulatória global
O Brasil retomou a terceira colocação entre os países mais complexos do mundo para fazer negócios, segundo levantamento da consultoria TMF Group. Após ocupar a sétima posição em 2024 e a sexta em 2025, o País voltou ao mesmo patamar registrado em 2023. Em 2022, inclusive, chegou a liderar o ranking global. O estudo avalia o nível de dificuldade enfrentado por empresas multinacionais em 81 jurisdições, considerando 292 indicadores relacionados a legislação, compliance, normas tributárias, contabilidade, recursos humanos e obrigações trabalhistas. Nesta edição, o Brasil aparece atrás apenas de Grécia e México. Esse contexto de burocracia e mudanças normativas acaba reverberando sobre seguradoras, corretoras e insurtechs. Em um segmento no qual a conformidade regulatória faz parte das operações, é fundamental acompanhar as diferentes exigências fiscais, jurídicas e regulatórias, o que pode gerar adaptações e influenciar o desenvolvimento de produtos, comprometendo a competitividade das empresas no mercado brasileiro.
Estrutura tributária e questões político-econômicas provocam incertezas na indústria
Segundo a TMF Group, a complexidade do ambiente de negócios brasileiro está diretamente ligada à estrutura tributária fragmentada e às frequentes alterações regulatórias. O relatório destaca que a coexistência de normas federais, estaduais e municipais, muitas vezes divergentes entre si, torna o processo operacional mais burocrático e desafiador para empresas nacionais e multinacionais. Outro fator de atenção é a reforma tributária. Embora as mudanças tenham como objetivo simplificar processos ao longo dos próximos anos, a adaptação às novas regras fiscais e cambiais ainda tende a gerar um período de transição marcado por incertezas e novas demandas operacionais. A expectativa da consultoria é de que, nos próximos meses, ocorram novas alterações envolvendo tributação, contabilidade, fundos e mercado de capitais. Além disso, a persistente instabilidade política e econômica do País segue ampliando o grau de imprevisibilidade para empresas que atuam no Brasil. "As empresas precisam contar com expertise local, especialmente porque os obstáculos regulatórios muitas vezes atrasam a instalação, o registro e o licenciamento de negócios", aponta o texto. Por isso, as companhias precisam acompanhar regras tributárias federais, estaduais e municipais – o que requer estruturas robustas de conformidade, auditoria e acompanhamento jurídico.
Exigências regulatórias podem frear a expansão de novas entrantes no setor
A necessidade de atender a normas cada vez mais detalhadas exige investimentos constantes em compliance, auditoria, tecnologia e acompanhamento jurídico, elevando despesas operacionais das companhias. Além disso, processos burocráticos mais complexos tornam mais lento o desenvolvimento de novos produtos, a atualização de contratos e a implementação de mudanças operacionais. Em um mercado que demanda agilidade e adaptação contínua, esse cenário pode reduzir a velocidade de inovação das empresas. Insurtechs, por exemplo, podem enfrentar desafios para equilibrar inovação com as exigências regulatórias impostas ao setor segurador brasileiro, o que pode limitar escalabilidade e expansão.
Digitalização facilita processos e reduz burocracia
Em meio ao aumento da burocracia e das exigências regulatórias, a transformação digital vem ganhando protagonismo no mercado de seguros. Seguradoras têm intensificado o uso de inteligência artificial, automação e plataformas voltadas à gestão de compliance para acompanhar mudanças nas normas, aprimorar controles internos e reduzir vulnerabilidades operacionais. Essas tecnologias permitem monitorar obrigações regulatórias de forma mais ágil e eficiente, o que pode diminuir riscos ligados ao descumprimento de regras e tornando processos internos menos manuais e mais integrados. Além disso, soluções digitais ajudam a acelerar análises, automatizar fluxos documentais e organizar grandes volumes de dados regulatórios com maior precisão.
Setor deve buscar simplificação e harmonização regulatória
Diante do avanço da burocracia e do aumento das exigências regulatórias, a busca por processos mais simples, integrados e eficientes pode ser uma pauta mais presente no mercado de seguros, aumentando os debates sobre modernização regulatória, redução de entraves operacionais e maior alinhamento entre diferentes normas que impactam a atividade seguradora. O movimento ganha relevância em um contexto marcado pela expansão da digitalização e pela tentativa de ampliar o acesso da população a produtos de proteção financeira. Regras excessivamente complexas podem dificultar não apenas a rotina operacional das empresas, mas também limitar inovação, competitividade e inclusão securitária. Para o setor, tornar processos mais simples e eficientes pode favorecer o desenvolvimento de novos produtos, estimular a inovação e aumentar a competitividade das companhias, além de contribuir para uma experiência mais acessível e menos burocrática para consumidores e empresas.
Burocracia e inovação: o desafio de lidar com a complexidade regulatória com estratégia
O retorno do Brasil ao topo do ranking de complexidade para negócios evidencia que o ambiente regulatório pode ser um dos principais testes de resistência para o mercado segurador nos próximos anos. Em um setor já marcado por alta supervisão, mudanças frequentes nas regras e exigências crescentes de compliance tornam a adaptação contínua parte da própria estratégia das empresas. A busca por digitalização, automação e simplificação regulatória demonstra que seguradoras, corretoras e insurtechs consigam operar com inovação e eficiência operacional, ainda que estejam dentro de uma dinâmica econômica incerta. Dito isso, o mercado segurador precisa entender como agir assertivamente, convivendo com adaptação, inovação e domínio das regras vigentes para garantir o crescimento, apesar dos fatores que limitam as oportunidades do Brasil de conseguir expandir seus negócios.




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